terça-feira, 17 de maio de 2011




 O amor enlouquece as pessoas (Fato), inúmeras vezes agimos sem pensar, inúmeras vezes não seguramos as lágrimas, e até achamos que todas as outras pessoas ao nosso redor entendem nossa dor, e não entendem.O amor te faz   acreditar na mentira e duvidar da verdade. Já sofri demais por alguém e me decepcionei… E sabe o que é o pior de tudo? É que as pessoas olham pra você e te acham idiota por demonstrar sentimentos que pra alguns possa ser idiota mesmo. Mas só quem sabe por tudo que você já passou pode olhar pra você e te achar forte.
Então um brinde ao meu coração partido novamente, um brinde a você, o motivo por eu estar entregue a essa loucura, que com falsas promessas conseguiu me iludir novamente, a todas as madrugadas que bate aquela vontade de te mandar um SMS ou te ligar para ouvir tua voz, as lembranças que estão cada dia mais acesas dentro de mim. Tenho que encontrar uma nova razão para viver. E novamente um brinde a minha fria descoberta que amor e casualidade não estão juntos.
Confesso que me dá uma saudade irracional de você. E tenho vontade de voltar atrás, de ligar, de te dizer mil coisas, e cair em suas mãos, sem me importar com nada, simplesmente entregar-te meu coração. Mas não, renuncio me controlo e digo para mim mesma que não é assim, que não pode ser que você se foi, e não volta.
Ariane Lima

domingo, 1 de maio de 2011

“Não venha roubar minha solidão, se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca.” 
Nietzsche

segunda-feira, 18 de abril de 2011

(..) Tantas pessoas passaram por ela, tanta coisa foi dita, tantas promessas que jamais foram cumpridas e ela fica pensando sozinha que, se ela já perdeu tanto tempo com sentimentos de papel, vale a pena - e muito - esperar por alguém que há tanto tempo faz parte da parte mais íntima da sua vida: o seu sonho de ser feliz."

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

“Gosto de quem entende o que eu digo. De quem escuta o que eu penso.
Da minha prole. Dos meus discos. Dos meus livros. Da minha solidãozinha. Dos meus blues. Do meu umbigo. De unhas cor de carmim. De homem que sabe ser homem. De noites em claro e dias em branco. De chuva e de sol. Eu guardo as minhas rejeições em vidrinhos rotulados com o nome deles. Eu sou mole demais por dentro pra deixar todo mundo ver. Eu deixo pra quem eu acho que pode comigo. Ninguém sabe. Mas eu tenho coração de moça.”

- Fernanda Young

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Estou em um momento em que o meu diário é o meu melhor amigo, logo ,logo preciso de um novo.
Mas chega de pedir é hora de agradecer chega de reclamar agora é hora em que preciso refletir , é hora de mudar pra melhor é hora de crescer  de parar com as atitudes por vez infantis , de se iludir com coisas bobas. Me sinto mais viva do que nunca, me sinto melhor, e sei que a cada dia posso buscar o meu melhor...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Só numa multidão de amores

Eles não estavam trocando juras de amor, não andavam de mãos dadas, nem se chamavam por nomes infantis. Não tinha pieguice romântica ali. Mas foi a cena mais doce que eu vi: dois olhares se encontrando. Não só se encontrando: se confortando, se sabendo, se completando. Eu notei que eles eram algo além de amigos, que se desejavam e se protegiam, e foi só pela cumplicidade dos olhos, que deixavam de ser dois e se enlaçavam quatro.

Eu quis então ter um olhar pra mim. Não alguém pra chamar de meu, como diz o clichê, como grita a conveniência, mas um olhar que fosse meu por puro encaixe. Foi um pouco de inveja, talvez. Eu soube naquelas duas pessoas que elas não se sentiam sozinhas ou perdidas. Que mesmo depois de um dia cheio e chato, tinham uma certeza de carinho. E eu quis. Quis algo além da rotina do trabalho e gente fabricada com seus narizes perfeitos e cabelos penteados. Quis algo certo como o frio na barriga e a respiração travada, o coração esquecendo de bater. Quis algo errado que me fizesse bem só por escapar do caminho óbvio de toda noite. Uma espera no fim do dia, sabe? Essa espera. Não a espera de uma vida toda sem saber o que buscar pra ser feliz. Só sair do dia igual pra ter uma noite diferente. E tornar esse diferente comum só porque é bom estar perto.

Todo o amor que eu sufoquei por excesso de razão agora grita, escapa, transborda. Estou só numa multidão de amores, assim como Dylan Thomas, assim como Maysa, assim como milhões de pessoas; assim como a multidão de amores está só, em si. Demonstro minha fragilidade, meu desamparo. Eu não procuro alguém pra pentencer e ter posse, só quero uma fonte segura de amor que não dependa das obrigações, das falas decoradas, dos scripts prontos. Eu sei que eu abri mão de várias oportunidades. Sei que fiz pouco caso do amor que me entregaram de maneira pura e gratuita, só porque eu achava que podia encontrar coisa melhor. Se as pessoas estão sempre indo e vindo, eu só queria alguém minimamente eterno em sua duração, que me fizesse parar de achar normal essa história de perder as pessoas pela vida.

Vou embora querendo alguém que me diga pra ficar. Estou sempre de partida, malas feitas, portas trancadas, chave em punho. No fundo eu quero dizer "Me impede de ir. Fica parado na minha frente e fala que eu tenho lugar por aqui, que não preciso abandonar tudo cada vez que a solidão me derruba. Me ajuda a levar a vida menos a sério, porque é só vida, afinal." E acabo calada, porque não faz sentido dizer tudo isso sem ter pra quem.

Eu não quero viver como se sobrevivesse a cada dia que passo sozinha. Não quero andar como se procurasse meu complemento em cada olhar vago. Eu acho que mereço mais que isso por tudo o que eu sei que posso fazer por alguém. E fico só esperando, na surpresa do dia que eu desencanar de esperar, um par de olhos que me faça ficar sem nenhuma palavra, nada além de dois olhos se enlaçando quatro. Nessa multidão de amores, sozinho é aquele que não espera.
 
Texto escrito por  Veronica Heiss http://h-veronica.blogspot.com/2010_05_01_archive.html